As 7 lições para a felicidade

As 7 lições para a felicidade

18 de abril de 2019
por Amanda Ribeiro -
Colégio Recanto - Rio de Janeiro, RJ


O Relatório Mundial da Felicidade é uma medição publicada pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, ONU.

Em julho de 2011, a Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução convidando os países membros a medirem a felicidade de seus habitantes e a usar os dados para ajudar em suas políticas públicas. No ano seguinte, foi lançado o primeiro Relatório Mundial da Felicidade como material base para a reunião. Ele chamou a atenção internacional por ser a primeira pesquisa sobre a felicidade global.

A avaliação tem por objetivo descrever o estado de felicidade mundial, suas causas e as implicações políticas.

No relatório de 2018, divulgado em março deste ano, o Brasil ocupa a 32ª posição de 156 nações. Caiu 16 posições no ranking global entre 2015 e 2019. E, apesar do relatório indicar a insatisfação política e o uso intenso das redes sociais como fatores para a queda dos índices, também há outros indicadores na composição do indicador.

Composto por avaliações objetivas e subjetivas, o relatório aponta as relações interpessoais como fatores relevantes para a análise do bem-estar.



O relatório destaca que o percentual de brasileiros que mantém relações de próximas aos amigos (60%) podem ter auxiliado o país a não ter tido uma queda tão brusca em comparação a outros países da América Latina. O Brasil é o 5° mais feliz da América Latina e o segundo mais feliz da América do Sul, atrás apenas do Chile.

De maneira geral, podemos aferir que mesmo quando o assunto é felicidade, a união faz força. Ou seja, o esforço individual resulta na maior percepção geral do sentimento.

Um dos líderes no assunto, o professor e escritor da Psicologia Positiva, Tal Ben-Shahar, que ministra cursos sobre o assunto, elenca 7 lições na busca da felicidade. O pesquisador defende dados que  mostram que 40% da nossa felicidade veem de opções pessoais. Ele defende também que é preciso “ olhar para os mais felizes, observá-los e aprender com eles”.

Portanto, felicidade é um exercício individual que impacta no coletivo.

Enunciamos abaixo as 7 lições  de Tal Ben-Shahar para que cada um possa contribuir, individualmente, pelos índices de felicidade.

  1. Permita-se ser humano

Quando aceitamos nossas emoções – como medo, tristeza ou ansiedade – como naturais, é mais fácil lidar com elas. Rejeitá-las, seja quando forem positivas, seja quando forem negativas, leva à frustração e à infelicidade. Vivemos em uma cultura obcecada pelo prazer e acreditamos que a marca de uma vida digna é a ausência de desconforto, mas a verdade é que errado é não sentir tristeza ou ansiedade. Portanto, permita-se ser humano e vivencie suas emoções.

2. A felicidade está na intersecção entre prazer e significado

Seja no trabalho, seja em casa, envolva-se em atividades que sejam pessoalmente significativas e agradáveis. Quando isso não for viável, assegure-se de ter impulsionadores da felicidade, como momentos que lhe proporcionem prazer e significado. Pesquisas mostram que uma hora ou duas de uma experiência significativa e prazerosa podem afetar a qualidade de um dia ou mesmo uma semana inteira.

3. A felicidade depende do nosso estado de espírito

Excluindo as circunstâncias extremas, nosso nível de bem-estar é determinado pelo que escolhemos focar e por nossa interpretação dos eventos externos. Você olha para a parte cheia ou vazia do copo? Consideramos os fracassos como catastróficos ou os vemos como oportunidades de aprendizado?


4. Simplifique!

Geralmente estamos ocupados demais, tentando espremer mais e mais atividades no menor tempo possível. Lembre-se de que a quantidade influencia a qualidade e que comprometemos nossa felicidade tentando fazer muito. Saber quando dizer “não” aos outros geralmente significa dizer “sim” para nós mesmos.

5. Lembre-se da conexão mente-corpo

O que fazemos – ou não fazemos – com nossos corpos influencia nossa mente. Exercício regular, sono adequado e hábitos alimentares saudáveis levam à saúde física e mental.

6. Expresse gratidão, sempre que possível

Muitas vezes, tomamos nossas vidas como garantidas. Aprenda a apreciar e a saborear as coisas maravilhosas da vida, das pessoas à comida, da natureza a um sorriso.

7. Priorize relacionamentos

O maior motivador da felicidade é o tempo que passamos com pessoas de quem gostamos e que se preocupam conosco. Essa fonte pode ser a pessoa sentada ao seu lado. Aprecie o tempo que passam juntos.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1073430-brasil-desenvolve-estudos-para-criar-seu-indice-de-felicidade-interna-bruta.shtml

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